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Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais - FHEMIG

Notícias

Entrevista: Ricardo Costa Val do Rosário, médico da Fhemig que participou da missão no Haiti

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Complexo de Urgência e Emergência

Seg, 15 de Março de 2010 12:09

Fotos: Arquivo pessoal <BR /> Ricardo Costa Val com equipe e paciente no Haiti
Fotos: Arquivo pessoal
Ricardo Costa Val, segundo da esquerda para a direita, com equipe e paciente no Haiti

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ricardo Costa Val do Rosário, cirurgião cardiovascular do Hospital João XXIII, passou cerca de 15 dias em Les Cayles, cidade a 200 km de Porto Príncipe, capital do Haiti, atendendo a centenas de vítimas do terremoto que assolou este país. Leia a integra da entrevista:

 Site Fhemig: Além do senhor, foi mais algum médico da Fhemig para o Haiti nesta ocasião? Quantos?

 Ricardo Costa Val do Rosário: Na Missão que estava não havia nenhum médico de Minas Gerais. Éramos de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina e Sergipe. Mas tive conhecimentos de que outros médicos, inclusive da FHEMIG, estavam em atuando em outras equipes no Haiti.

SF: De onde partiu esta iniciativa? O senhor foi convidado ou se ofereceu como voluntário?

RCV: A vontade de ajudar partiu de mim mesmo. Desde jovem faço trabalhos voluntários em diferentes níveis. Há cinco anos sou médico da Arquidiocese de Belo Horizonte e atendo pessoas carentes e pobres no ambulatório da Igreja. Já em relação ao Haiti, desde o terremoto comecei a "correr atrás" de meios de me fazer presente do Haiti, me voluntariando. Já fui aprovado, em todas as etapas, para o quadro de médicos do Medicins San Frontieres - Bélgica, mas não pude ir para o Haiti por uma questão de logística do Órgão. Graças a Deus, fui selecionado dentre vários para ir então pela Associação Médica Brasileira. 

SF: Quais as datas de sua ida e volta para o Haiti? Onde o senhor ficou?

RCV: Saímos do Brasil dia 12 de fevereiro, passamos por Lima - Peru, depois Panamá - Panamá e chegamos em Santo Domingo - República Dominicana no dia 13, quando então fomos de ônibus para Porto Príncipe - Haiti e finalmente em Les Cayles, a 200 km da Capital. Saímos de Les Cayles dia 28 de fevereiro e fizemos o mesmo caminho de volta, chegando ao Brasil dia 02 de março.
 
No Haiti ficamos no Hospital Brenda Strafford - Canadense, que era especializado em cirurgias otorrinolaringológicas e oftalmológicas, mas devido ao terremoto foi completamente tomado pelas milhares de vítimas. Lá ficávamos em barracas ou quartos improvisados.

SF: Qual foi sua primeira reação ao se deparar com a situação das vítimas?

RCV: A primeira sensação foi de pequenez completa. Ver o que é um terremoto de perto aumentou ainda mais a certeza do poder da natureza e de que não somos absolutamente nada. Que, de um instante para outro tudo, absolutamente tudo acaba!
Porto Príncipe é uma cidade duas vezes maior do que Belo Horizonte e simplesmente 70% da mesma caiu no chão. São km e km de absolutamente nada, exceto pedra sobre pedra. É assustador ainda andar em estradas "rachadas", entre montanhas desmonorando. O Haiti foi devastado de fato. Só para se ter ideia do que falo, em uma cidade de 45 mil habitantes, morreram 39 mil na hora do terremoto. Em Porto Príncipe morreram, também em virtude do tremor de terra, 600 alunos, dos 700 que estudavam na Faculdade de Medicina e morreram todos os alunos e funcionários da Faculdade de Engenharia. Não conheci nenhum Haitiano vindo da capital e arredores, dentre as centenas, que não perdeu menos do que dois parentes próximos em consequência da catástrofe. Dá para imaginar o que é isso?
 
A seguir me veio a sensação de desigualdade extrema. Sai do Brasil na véspera do carnaval, aonde tudo "é festa" e me vi no meio da miséria extrema. Crianças brigando com adultos no meio do esgoto por dois biscoitos que cairão no chão. Mulheres disputando vegetais com porcos e cabritos. Homens andando com estes mesmos animais amarrados como se fogem cachorrinhos de estimação para não perderem a única fonte de carne e leite. A miséria chega a doer, nos faz repensar nessa desigualdade do mundo em que vivemos. Não consigo mais deixar de imaginar as cenas de miséria que vi. O mau cheiro, montanhas de lixos, pessoas se alimentando de comida podre, moscas, baratas e mosquitos aos milhares, rios, praias e montanhas completamente poluídos de garrafas pets. Não dá para esquecer e de agradecer por nossas vidas.   

SF: Sua experiência no atendimento a traumas, no Hospital João XXIII, foi importante neste caso? Existem semelhanças?

RCV: Foi muito importante, foi essencial. Apesar de ser especializado como angiologista - cirurgião cardiovascular e cirurgião vascular, sou também cirurgião geral e como tal, ficava entre 8 a 12 horas por dia, todos os dias fazendo inúmeros procedimentos. Realizei amputações, correções cirúrgicas de escaras enormes, desbridamentos de infecções extensas, dissecções venosas, acessos vasculares especializados, enxertias de pele, desbridamentos de queimaduras. Ajudei meus colegas ortopedistas nas correções de fraturas, nas avaliações clínicas e na palpação de pulsos arteriais.
 
Apesar de ter adquirido ao longo destes 15 anos de HPS - João XXIII, grande experiência com o Trauma, particularmente o Cardiovascular, uma das características das vítimas de terremoto é o fato de que elas tem, na grande maioria das vezes, diversos tipos de lesões espalhadas pelo corpo. Não foi incomum atender uma pessoa com amputação de perna, de dedos da mão e ainda ter uma escara sacral por estar paraplégica ou ainda realizar enxerto na mão de uma criança com queimadura no dorso e fratura na perna. Entende?. São todos com politraumatismos graves e muito, mas muito serviço médico, de enfermagem, de fisioterapia, de suporte nutricional e psicológico há para ser feito por muito tempo ainda. 

SF: Quais eram os casos mais frequentes? Qual sua média (número de pacientes) de atendimento?

RCV: Nestes 15 dias que atuamos lá fizemos uma média de 8 a 12 cirurgias por dia, atendemos entre 40 a 60 pessoas nos ambulatórios, todas vítimas de terremotos. Mas está aumentando muito os casos de trauma civil por acidente de motocicletas e de violência interpessoal devido ao caos social e precariedade da sociedade, que se instalou após o terremoto.  O fluxo migratório no sentido capital interior é impressionante. As pessoas se amontoam em caminhões, carroças para procurarem assistência médica. É comum vermos 3, 4, 5! pessoas numa moto, todas sem capacete. Daí se pode imaginar o que irá acontecer.

SF: Quais eram os recursos que os médicos - e outros profissionais da saúde - dispunham para o atendimento?

RCV: A Missão da AMB levou grande parte do que usou. Disponhamos ainda de suporte de um almoxarifado central mantido pela ONU que nos fornecia soro, medicamentos, luvas etc. Mas tivemos que improvisar. Os anestesiologistas não tinham oxigênio suficiente como aqui e por vezes se fazia oxigenação manual. Enfim, trabalhávamos em condições bastante inferiores do que estamos acostumados no HPS João XXIII. Apesar de termos muita coisa a ser aperfeiçoada no nosso hospital, justiça seja feita, temos sim, um centro de excelência em trauma e é quando estamos em situações que vivenciei que temos a certeza disso.  

SF: Como o senhor avalia sua participação?  

RCV: Como médico: fiz aquilo que me propus a fazer quando criança. Ajudar ao próximo acima de tudo, dentro das minhas possibilidades.
Como homem: aprendi a valorizar ainda mais minha vida.
Como cristão: fiz minha obrigação.
 

SF: Qual a sua trajetória na Fhemig?

RCV: Sou Cirurgião Cardiovascular do Trauma na Fundação desde 1997, servidor público e um dos mais "experientes" da equipe de Cirurgia Cardiovascular. Realizei mais de 600 operações no HPS João XXIII ao longo destes anos e me orgulho de ser membro da família "João XXIII". Como em qualquer relação de anos, tenho grandes amigos na Instituição e passei por momentos de altos e baixos mas quero progredir na equipe, fortalecendo-a seja na esfera assistencial como também administrativa-chefia. Participo na formação dos médicos residentes e acadêmicos e contribuo para o progresso científico da FHEMIG. Atualmente dou plantão noturno toda segunda- feira e vou todos os dias de semana no Hospital assistir aos doentes da enfermaria internados pela Cirurgia Cardiovascular. Enfim, levo muito a sério minha carreira na FHEMIG. 

Galeria de imagens:

O médico registrou o terror que viveu o Haiti
O médico registrou o terror que viveu o Haiti

As vítimas de terremoto sofrem diversos tipos de lesões espalhadas pelo corpo
A equipe realizou uma média de 8 a 12 cirurgias por dia

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"Estradas rachadas" mudam paisagem

As cidades foram reduzidas a escombros
As cidades foram reduzidas a escombros

O Haiti vive momentos de extrema miséria e sujeira nas ruas
O Haiti vive momentos de extrema miséria e sujeira nas ruas

 

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Novo Serviço de Cirurgia Geral do HCM realiza primeira cirurgia

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Complexo de Urgência e Emergência

Seg, 15 de Março de 2010 11:10

Foto: Adair Gomez <BR /> Serviço de Cirurgia Geral do Cristiano Machado incia procedimentos
Foto: Adair Gomez
Serviço de Cirurgia Geral do Cristiano Machado incia procedimentos

O Hospital Cristiano Machado (HCM), do Complexo de Urgência e Emergência da  Rede Fhemig, realiza hoje (15.03) pela manhã os primeiros procedimentos no Serviço de Cirurgia Geral.

O paciente R.N., de 37, foi levado para o bloco às 9h40, para iniciar a cirurgia de hérnia inguinal esquerda. Já à tarde, às 13 horas, o usuário B.M.D., de 60 anos, passa pela cirurgia de hérnia inguinal direita.

Leia mais:

noticia Aécio Neves inaugura bloco cirúrgico no Hospital Cristiano Machado

noticia Fhemig entrega Serviço de Cirurgia Geral em Sabará

 

   

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Novo Bloco Cirúrgico do HCM já está em funcionamento

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Complexo de Urgência e Emergência

Seg, 15 de Março de 2010 10:08

Foto Adair Gomez <BR /> O novo bloco possui duas salas cirúrgicas
Foto Adair Gomez
O novo bloco possui duas salas cirúrgicas

Foi um sucesso a primeira cirurgia realizada nessa segunda-feira (15.03) pela equipe do novo Serviço de Cirurgia Geral do Hospital Cristiano Machado (HCM), de Sabará. O paciente R.N., de 37 anos, foi submetido a um procedimento cirúrgico de hérnia e deve ter alta ainda esta semana. A cirurgia eletiva de hérnia é uma das mais procuradas no hospital que, com o novo espaço, poderá realizar até cinco cirurgias por dia. Todos os procedimentos são pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os pacientes são referenciados pela Secretaria Municipal de Saúde de Sabará. 

O novo Serviço de Cirurgia Geral do HCM, que integra o Complexo de Urgência e Emergência da Rede Fhemig, foi inaugurado no dia 22 de fevereiro. O novo bloco possui duas salas cirúrgicas, uma sala de recuperação pós-anestésica, 23 leitos de enfermaria e serviço de raio-x.

Galeria de Imagens:


Fotos: Adair Gomez <BR /> A cirurgia hérnia é uma das mais procuradas no hospital
Fotos: Adair Gomez
A cirurgia hérnia é uma das mais procuradas no hospital

O ser viço tem capacidade para realizar até cinco cirurgias por dia
O serviço tem capacidade para realizar até cinco cirurgias por dia

Procedimento cirúrgico de hérnia
Procedimento cirúrgico de hérnia

 

Saiba mais: 

noticia Novo Serviço de Cirurgia Geral do HCM realiza primeira cirurgia

noticia Aécio Neves inaugura bloco cirúrgico no Hospital Cristiano Machado

noticia Fhemig entrega Serviço de Cirurgia Geral em Sabará

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Museu da Loucura está fechado para visitas

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Matérias institucionais

Sex, 20 de Fevereiro de 2015 10:25

Arquivo: ACS/Fhemig

O Museu da Loucura, localizado no Centro Hospitalar de Barbacena (CHPB), e que teve seu novo espaço físico inaugurado em dezembro de 2014, continua FECHADO PARA VISITAS, para revitalização e ampliação de seu acervo. O projeto, que visa mostrar a evolução da psiquiatria em Barbacena e no Brasil, e os novos modelos assistenciais vigentes, tem conclusão prevista para o final do semestre.

As visitas ao acervo com intuito de realização de pesquisas e trabalhos acadêmicos podem ser agendadas no Núcleo de Ensino e Pesquisa, de 2ª a 6ª feira, no horário de 08 às 12h e de 14 às 17h, pelo telefone 32 3339 2625, e pelo e-mail chpb.nep@fhemig.mg.gov.br

 

Rede Fhemig abre processo seletivo simplificado

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Matérias institucionais

Sex, 30 de Janeiro de 2015 10:28

Estão abertas desde as 9 horas (horário de Brasília) de segunda-feira (26), as inscrições para o processo seletivo simplificado da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Rede Fhemig). O cadastramento de currículos deve ser feito pelo site www.fhemig.mg.gov.br até às 17 horas do dia 9 de fevereiro de 2015 (horário de Brasília).

 

Rede Fhemig abre processo seletivo simplificado

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Matérias institucionais

Ter, 27 de Janeiro de 2015 13:46

 

Estão abertas desde as 9 horas (horário de Brasília) de ontem (26), as inscrições para o processo seletivo simplificado da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Rede Fhemig). O cadastramento de currículos deve ser feito pelo site www.fhemig.mg.gov.br até às 17 horas do dia 9 de fevereiro de 2015 (horário de Brasília).
 

XXVII Encontro Gerencial consolida feitos da atual gestão

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Matérias institucionais

Seg, 22 de Dezembro de 2014 13:01

 

Foto: Aline de Castro
Diretores homenagearam o presidente da Fhemig no XXVII Encontro Gerencial

 


Foi realizado, no dia 19 de dezembro, no auditório do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte, o XXVII Encontro Gerencial da Fhemig, com o tema “Consolidação da gestão 2010-2014”. Estiveram presentes o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, José Geraldo de Oliveira Prado; o presidente da Fhemig, Antonio Carlos de Barros Martins; além de diretores e gerentes das unidades assistenciais da Rede Fhemig e da Administração Central.

 

Dirass promove Simpósio das Portas de Urgência e Emergência

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Matérias institucionais

Ter, 09 de Dezembro de 2014 10:15

Foto: Aline Castro Alves
Representante da SES-MG ministra palestra sobre a estruturação das redes de urgência e emergência no Estado

 

A Diretoria Assistencial (Dirass) da Fundação promoveu, no dia 05 de dezembro, o “Simpósio das Portas de Urgência e Emergência da Rede Fhemig: Avanços e Desafios”. O evento, organizado pela coordenadora do Complexo de Urgência e Emergência da instituição, Adriana Magalhães, aconteceu no auditório do Instituto Raul Soares (IRS) e foi um encerramento dos trabalhos de qualificação das portas de urgência em 2014.

 

Simpósio das Portas de Urgência e Emergência acontecerá nesta sexta

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Matérias institucionais


A Diretoria Assistencial convida todos os participantes do Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar (NAQH) e gestores hospitalares da instituição para o Simpósio das Portas de Urgência e Emergência da Rede Fhemig: Avanços e desafios. O evento acontecerá no dia 05 de dezembro, no auditório do Instituto Raul Soares (IRS), e será um encerramento dos trabalhos de qualificação das portas de urgência em 2014.

 

Fórum sobre ebola é realizado no HEM

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Matérias institucionais

Qui, 27 de Novembro de 2014 15:29

Foto: Christina Marândola

 

Na manhã do dia 26 de novembro, o Comitê de Ética e Pesquisa (CEP), em parceria com o Núcleo de Estudo e Pesquisa (NEP), do Hospital Eduardo de Menezes, promoveu o fórum com o tema “Desafios bioéticos no atendimento ao paciente com Ebola”. O evento aconteceu no auditório da unidade e reuniu em torno de 60 profissionais da área da saúde.

 

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