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Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais - FHEMIG

Pediatra aponta motivos pelos quais o andador infantil é considerado vilão para as crianças

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Imagem: Internet

 

 

No dia 09 de dezembro, a Justiça de Passo Fundo (RS) determinou a proibição do comércio de andadores infantis em todo o território nacional. A decisão (da qual cabe recurso), que atende a uma ação da Sociedade Brasileira de Pediatria, se sustenta no fato de que nenhuma das marcas vendidas no Brasil está dentro das normas do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Ontem, quinta-feira (19), foi a data final para que todos os dez fabricantes do andador no Brasil fossem comunicados oficialmente sobre a suspensão da venda do objeto.

 

O produto, que é destinado a crianças de 06 a 15 meses que ainda não conseguem andar sozinhos, é considerado perigoso por especialistas como a coordenadora de pediatria do Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, Eliane Souza. O equipamento é um facilitador para quedas, já que dá independência para um bebê que ainda não tem noção do perigo, além de poder causar um retrocesso na atividade muscular do pequeno: “o andador causa uma falsa ideia de segurança, além de interferir no desenvolvimento normal da marcha da criança, já que ela não fica com os pés inteiros no chão”, explica a pediatra.

Não bastasse a “liberdade” dada precocemente ao bebê, muitos pais ainda deixam a criança sozinha com o andador acreditando na segurança do produto, e saem para realizar outras atividades. Dessa forma, o menor pode ter acesso a uma escada, onde acontece a maior parte dos acidentes, ou à cozinha, correndo o risco de se queimar ao puxar uma panela. “Já houve um caso no HPS em que a criança conseguiu chegar ao jardim, onde ficava sua piscininha de lona. Ao se aproximar, o peso de sua cabeça fez o andador tombar, fazendo com que o bebê se afogasse em um palmo de água e ficasse com sequelas irreversíveis”, explana Eliane Souza.

Segundo a pediatra, acidentes com o andador podem causar recorrentemente traumatismos cranianos e abdominais, fraturas de membros e na coluna, além das supracitadas queimaduras, mas a gravidade das consequências depende do local e altura da queda. “Acidentes em sua maioria são perfeitamente preveníveis”, relembra Eliane.

Cercadinho é o ideal

De acordo com a coordenadora de pediatria, especialistas defendem o uso do cercadinho como substituto do andador, pois apesar de com ele o bebê ter um espaço delimitado para se locomover, ele pode andar “com as próprias pernas”, sem auxílio de nenhum objeto, o que é considerado positivo: “Do ponto de vista neurológico, quando a criança anda, tem uma melhor percepção do seu próprio corpo e do espaço”, afirma Eliane.

Nestas circunstâncias, o pequeno também tem a possibilidade de explorar melhorar o ambiente com suas próprias mãos, pegar brinquedos e descobrir texturas, além do fato de que o equilíbrio e firmeza serão conquistados muito mais rapidamente. É importante lembrar que o chão deve estar limpo, e a presença de algum responsável é sempre necessária.

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