14/09/2026
Hospital Alberto Cavalcanti celebra 90 anos com avanços, acolhimento e vidas transformadas
Comemorações incluem investimentos acima de R$ 20 milhões em obras, equipamentos e mobiliários, que modernizaram ainda mais a assistência
Referência em oncologia no estado, o Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) comemora 90 anos de uma trajetória construída com a dedicação dos seus servidores, investimentos contínuos e o compromisso em oferecer cuidado, esperança e atendimento humanizado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que passam por lá. No ano passado, foram quase 40 mil consultas realizadas e mais de 2.200 cirurgias.
Motivos não faltam para comemorar. Em 2025, foram investidos mais de R$ 13 milhões em obras, equipamentos e mobiliários. Este ano, já foram mais de R$ 7,3 milhões investidos na atualização do parque tecnológico - com aquisição dos equipamentos de raios-x, raios-x móvel, mamógrafo e tomógrafo, nas reformas dos ambulatórios, enfermarias, CTI, farmácia (em andamento) e do prédio administrativo, além da construção de uma doca e da revitalização do telhado da Unidade de Decisão Clínica (UDC) e da capela.
Para a diretora do Complexo Hospitalar de Especialidades, Cláudia Andrade, é momento de reconhecer o impacto que o hospital tem na vida das pessoas.
“Ao longo desses anos, ressignificamos várias histórias e ampliamos a oferta dos nossos serviços, modernizando a estrutura e os equipamentos. Foram milhões de investimentos que possibilitaram mais conforto, qualidade e satisfação durante o atendimento".
A diretora ressalta, ainda, todas as melhorias realizadas na unidade, especialmente este ano. "Muitas famílias estão acompanhando de perto as transformações. Estamos em andamento com obras grandiosas, como a renovação dos telhados, construções de novas estruturas, realocações de áreas administrativas para ampliar os espaços assistenciais, além das aquisições de novos equipamentos. É, de fato, um momento de consolidação e de muitas conquistas”, comenta, orgulhosa.
Referência em oncologia
Localizado no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte, o hospital foi inaugurado em 12 de setembro de 1936 com o nome de Sanatório Minas Gerais, com a missão de tratar pessoas com tuberculose. Na década de 80, começou a prestar assistência em oncologia, se tornando o primeiro hospital público de Minas Gerais a oferecer esse serviço à população. Anos mais tarde, em 2019, a unidade deu um novo passo, se dedicando exclusivamente ao tratamento de pacientes diagnosticados com câncer.
Atendimento humanizado
Em 90 anos de história, muitos pacientes passaram pelo hospital e guardam as lembranças do carinho recebido naquele que talvez tenha sido o período mais difícil de suas vidas. 
Francielle de Fátima, de 32 anos, é uma delas. Há dois anos, uma crise de tosse persistente, que já comprometia o sono e a alimentação, a levou a procurar atendimento médico. Após o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, ela foi encaminhada ao HAC.
Nos meses seguintes, passou por internação, realizou biópsias, iniciou a quimioterapia e, posteriormente, fez um transplante de medula óssea. Ao recordar dessa época, ela destaca o acolhimento recebido de toda a equipe.
“A equipe é maravilhosa. As enfermeiras da quimioterapia são uma mais carinhosa que a outra. Me senti muito acolhida durante todo o tempo”, lembra.
Luiza Vitória, de 23 anos, ainda está em tratamento no HAC e também relata que ali encontrou a atenção e o acolhimento que tanto precisava. Sentada no sofá de casa, enquanto assistia à televisão, ela percebeu um caroço na mama e procurou atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo encaminhada à unidade. 
“Não tenho nem palavras para falar da médica que cuida de mim. Quando cheguei, ela já sabia tudo sobre o meu caso. Além disso, as meninas da equipe de enfermagem são uns amores. Elas são incríveis, sempre atentas a tudo, presentes a todo momento para conferir se está tudo bem”, elogia.
Atualmente, ela segue realizando sessões de quimioterapia no hospital e aguarda, com esperança, como todos ali, o momento de tocar o sino da vitória - que simboliza o encerramento dessa etapa e o sucesso no tratamento.
Por Aline de Castro / Luiza Leone, estagiária sob supervisão de Michèlle Guirlanda
Fotos: Pedro Chagas / arquivo pessoal

